Presidente Figueiredo

Sair de Porto Velho para conhecer as famosas cachoeiras de Presidente Figueiredo no Amazonas, foi a boa justificativa para enfrentar a BR-319 em direção a Manaus. Um jipe Suzuki Samurai, duas motos XR-200 e uma pick-up S-10 desbravaram uma rodovia que esteve por muitos anos abandonada.

Sob o comando do Ocimar Silveira e tendo o caçula Hugo como navegador, a turma saiu de Porto Velho no dia 7 de setembro às 17 horas para, depois de 200 km de muitos buracos, pernoitar em Humaitá. Era a primeira etapa, do percurso de 957 Km entre Porto Velho/RO e Presidente Figueiredo/AM, com várias travessias de balsa, incluindo a do Rio Amazonas que vai do Careiro do Várzea a Manaus.

O jipe estava equipado para enfrentar qualquer possível surpresa: telefone via satélite, lap-top, radiocomunicador, GPS, câmera digital e câmera VHS, sem esquecer os kits de primeiros socorros, peças de reposição e de acampamento.

 

No segundo dia de viagem a passagem pelos trevos que levam, em diferentes direções, a Apuí, Lábrea e os 650 Km a Manaus. Já no final de tarde, rodados 250 Km, preparou-se o acampamento regado a bom churrasco gaúcho.

 

Sem nenhuma cerimônia, por falta de outra opção, o acampamento aconteceu na estrada, no que ainda restava do asfalto. No dia seguinte viemos a saber que naquela região é muito comum o aparecimento de onças. Agora já se sabe...

 

Levantado acampamento, a grande surpresa foi encontrarmos um grupo da Eletronorte que vinha da Venezuela em duas motos e um Bug. Aproveitamos para aliviar a solidão e trocar informações sobre as condições da estrada e, mal sabíamos, seriam os únicos "seres vivos" que encontraríamos em todo o trajeto.

 

Passando mais uma ponte, que estava sendo recuperada pela Embratel, para permitir a manutenção em suas repetidoras, e enfrentando mais um

 

 horizonte de muito barro e buracos, fizemos a travessia do Rio Igapó-Açu, onde a colônia de pesca abastece a cidade de Manaus com os famosos Tucunarés .

 

E mais uma balsa para ser utilizada: é sobre o Rio Araçá, cujos pilares de uma ponte já estão bem adiantados, o que vai facilitar o tráfego para Manaus. É a visão que indica faltarem 40 Km para se atingir o porto da balsa do Castanho, a penúltima etapa para se chegar a Manaus.

 

No Castanho, um belo e piscoso rio, encontramos um bom hotel que atende a pacotes turísticos, principalmente de estrangeiros. Depois de trafegar no pior trecho da estrada, cansaço era grande e a certeza de que não alcançaríamos a balsa nos fez decidir pelo pernoite neste hotel.

 

Saindo as 7:00 horas, gastamos 5 horas para percorrer os 110 Km que faltavam para chegarmos na balsa do Careiro. Máquinas na pista e muitos desvios fez a viagem ser muito lenta. Uma travessia de 1 hora nos separava de Manaus onde chegamos às 16 horas, depois de percorridos 850 Km em 3 dias.

 

Abastecidos os carros e os estômagos, seguimos diretamente para Presidente Figueiredo onde chegamos às 20:00 horas, e a fama de belas cachoeiras foi confirmada.

Depois de curtirmos 3 dias naquela cidade, fizemos o retorno.

Mas aí é outra história...